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5 DICAS DE COMO LIBERAR UM LAUDO COM RESULTADO ALTERADO

Quem trabalha com análises clínicas com certeza já se deparou com uma situação em que o resultado do paciente está muito alterado.

Se você está começando agora e ainda não tem experiência nessas situações, vou deixar aqui algumas dicas e sugestões de o que fazer nesses casos.

Possíveis situações

Podemos nos deparar com duas situações:

  1. Temos todas as informações e histórico médico e laboratorial do paciente;
  2. A única informação que temos disponível é o pedido médico, com poucos dados sobre o paciente e a amostra que foi coletada.

Se você está na situação 1 é mais fácil para liberar o laudo do exame. Olhe no histórico do paciente e veja se os exames anteriores possuem a mesma alteração.

Se você estiver num laboratório hospitalar, é possível até ver qual a patologia do paciente, procedimentos aos quais ele foi submetido, resultados de anatomopatológico, entre outras informações.

Sabendo disso, você pode relacionar o resultado atual com os anteriores e liberar o laudo com confiança.

Agora, se o resultado atual é discrepante com os anteriores, é necessário fazer uma investigação mais detalhada. O mesmo ocorre quando você está na situação 2, com poucas informações sobre o paciente.

Confira o que fazer:

1 – Confirme se a amostra é realmente do paciente

Sabemos que a maior parte dos erros acontece na fase pré-analítica, então sempre temos que desconfiar de uma etiqueta colada errada, ou se a amostra foi coletada do paciente certo.

Deve-se ainda verificar se a amostra foi coletada no tubo certo e na proporção certa. Caso contrário, a amostra pode ficar diluída ou concentrada, e o resultado não será fidedigno.

Esses erros devem ser evitados a todo custo, por isso ter uma equipe de coleta bem treinada é crucial.

2 – Verifique a calibração do aparelho, reagentes e controles internos

Após excluir um possível erro de coleta, temos que procurar por possíveis erros na fase analítica.

Como atualmente a maioria dos laboratórios trabalha com automação, temos que ter certeza que os aparelhos estão funcionando adequadamente.

Para isso, temos que passar e verificar os controles internos, e sempre que necessário calibrar novamente o aparelho.

Outro item importante são os reagentes. Verifique se ainda estão na validade, se foram armazenados no local adequado e se a quantidade no aparelho é suficiente para fazer os testes.

Às vezes, um erro aleatório como uma bolha que entra no sistema, pode causar um resultado anormal, mas com a repetição do exame com a mesma amostra o resultado se normaliza. Por via das dúvidas, se for viável, passe uma terceira vez para garantir.

3 – Converse com o médico

Se você estiver num laboratório hospitalar, pode ir até a clínica em que o paciente está internado e conversar com o médico atendente e ver se aquele resultado é esperado, ou se o paciente passou por algum procedimento recentemente, como por exemplo receber transfusão sanguínea.

Se você trabalhar num laboratório particular também é possível entrar em contato com o médico solicitante e conversar sobre o paciente.

4 – Ligue para o paciente*

Se você tem acesso ao telefone do paciente, entre em contato e faça algumas perguntas, como que tipo de medicamento ele usa, por que o médico solicitou aquele exame, etc.

Muitas vezes, quando eu ia conferir exames de hemostasia e ficava com dúvida, ligava para o paciente e perguntava se ele estava usando algum anticoagulante oral ou tinha algum problema hepático, por exemplo. E, na maioria das vezes, a resposta era sim. Isso me dava confiança em liberar um TTPa alterado, por exemplo.

Nesses casos, geralmente, o paciente até já sabe que vai dar alterado, pois se for um exame que ele faz com frequência terá familiaridade com os resultados.

*Em alguns casos, ligar para o paciente não é uma boa opção, como por exemplo se for um resultado de sorologia para HIV ou HCV. O laboratório deve seguir os protocolos estabelecidos internamente ou pela legislação vigente.

5 – Peça uma nova coleta

Se nenhuma das opções resolveu o problema, o pedido de recoleta é uma opção.

Peça para o paciente comparecer ao laboratório, se possível acompanhe a coleta de perto e aproveite para conversar com ele.

Se o resultado continuar alterado, libere o laudo informando que você repetiu o exame, inclusive numa segunda amostra.

Conclusão

Se você fez tudo isso, poderá liberar o laudo sabendo que as chances são grandes de ser uma alteração do paciente e não um erro do laboratório.

Existem várias formas de você liberar um laudo com confiança. NUNCA libere um resultado se você tem alguma dúvida ou que não sabe explicar.

Fonte: www.biomedicinapadrao.com.br

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